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 G.R.E.S. UNIDOS DA PONTE 
SAMBAS-ENREDO ANTIGOS

1972
Enredo: Iracema, a virgem Tupã
Compositores: Luizinho e Jabá

Entre pássaros e matas
Cachoeiras e cascatas
Vivia uma linda índia na tribo dos tabajaras
Iracema, virgem dos lábios de mel
Pura como uma flor
E o seu amor, não podia dar a ninguém
Guardava os segredos da Jurema
Confiado pelo pagé Araquém
Mais em sua vida apareceu um amor
Então Iracema se apaixonou
Provocando a vingança de Irapuã
Não se conformava por ser virgem de Tupã
E mesmo assim e mesmo assim
Iracema entregou seu amor a Martim
Foi deste proibido amor
Que nasceu Moacir, o filho da dor
Iracema morreu por amar
Até a jandaia deixou de chamar
Laiara...


1973
Enredo: Samba, dança para Orixás
Compositores: Ivan Zenaide Teixeira

Somente um passe de magia
Poderia transformar
A passarela em alegria
Samba, dança para os orixás
Aqui se faz presente
Simbolizando o candomblé
Quêto, angola e malê
Dançando, fazendo o xirê oi malalê
Malelê, malelê
Maleluá
Ele vem de ronda
Ele foi rondá
Adeus madrugada de hoje
Não posso mais demorar
Saravá quem vai embora
Saravá quem vai ficar
Saravá o arco-íris
Salve todos orixás
Oi malelê
Malelê, malelê
Maleluá
Ele vem de ronda
Ele foi rondá


1974
Enredo: Rio em Festa, Tradição e Folclore
Compositores: Ivan Marujo e Norival Fidelis [Veludo]

Todo dia é dia de festa no Rio
De janeiro a janeiro
O carioca comemora o ano inteiro
Suas festas tradicionais
Seus costumes, suas danças e seus rituais
Veio a colonização
E com ela, a evolução
Do folclore da cidade de São Sebastião

Tem reisado, tem congada
E as lapinhas para visitar
Festa da Penha
Propagação da musicalidade popular
O carnaval (o carnaval)
Eis aí o Zé Pereira
Luxuosas fantasias
Blocos, escolas de samba
A ordem do rei, é cair na folia

Samba, sinhá
Samba, sinhô (bis)
Se tem festa no terreiro
Nesta festa eu também vou


1975
Enredo: Eleição e Coroação da Boneca do Café
Compositores: Luiz Piteira e Eliezer

A Ponte inspirada em seu artista
Vem tentar sua conquista
Neste carnaval
Apresentando um tema novo e diferente
Falar da mulata quente
Com seu charme original
São Paulo a 13 de maio, todo ano
Data dedicada a abolição

Desfilava em aveludadas passarelas
Sensível às mulatas mais belas (bis)
Em busca da coroação

Dentro de um cenário deslumbrante
Multicor e cintilante
Sem preconceitos raciais
A mulata, seu veneno e pureza
Aliado à riqueza
Dos nossos vastos cafezais
Depois em carro aberto a passear

E já coroada a mulata (bis)
Sorri com liberdade e muita fé

O povo delirando
Pelas ruas aclamando (bis)
A boneca do café


1978
Enredo: Festa de Olubajé
Compositores: Canuto

A Ponte apresenta esse ano
Venham ver como é
É uma lenda africana
A festa de Olubajé (e no abaçá)

No abaçá começa a festa
Ao som de atabaques
Cantigas e danças

Um ritual contagiante
E toda sua pajelança

Omulu, filho de Nanã Burukê
Oxalá lhe concedeu

O segredo da vida e da morte

E como força de magia
Ele tornou-se o orixá mais forte

E cobrindo o seu rosto
Com um bonito filá
Omulu dança e reza
Para os seus filhos curar

Pipoca de milho branco
Espalhada no terreiro (bis)
Acarajé e canjica
É comida de guerreiro

Iemanjá, Iansã, Oxóssi e Xangô
Jogavam flores
E cantavam em seu louvor

Saravá, Omulu
Omulu saravá (bis)
Atotô Obaluaiyê
Ele é rei-orixá


1979
Enredo: O sonho da vovó
Compositores: Zé do Cavaco e Renato Camunguelo

No Retiro dos Artistas
Onde mora a esperança
Sonha vovó com seu tempo de criança
Em sua viagem, de sonho e ilusões
Surgiram personagens de estória
Branca de neve e os Sete Anões
Na viagem encantada
Ela recordou o circo e suas atrações
Vendedores e seus pregões

Catavento, pipocas de mel
Vedetes e palhaços (bis)
Representam seu papel

Prosseguindo em seu sonho
Chegou a vez de recordar

A primeira professora, o primeiro grupo escolar
Vovó lembrou também o carnaval
Festa tradicional
Blocos de sujos, pierrôs e colombinas
Confete e serpentinas
Sem querer ela desperta
De um sonho que já foi realidade
Em seu rosto a gente vê
Um misto de alegria e saudade


1980
Enredo: Maravilhosa Marajó
Compositores: David Corrêa, Luiz Piteira e Mazinho

A brisa faz voltar
No cantar alegre do meu povo
A origem dos marajoaras
Poema para um mundo novo
Quatro irmãos casados com quatro irmãs
Na Amazônia entre a flora tropical
Tinham por deus o sol, irmão da Lua
Eis a semente da cultura artesanal

A pororoca, o rio-mar (bis)
Os assustou pra depois lhes encantar

As ceramistas quebravam
As cangas ao perderem a virgindade
Na era do plantio dançavam
Em honra à deusa da fertilidade
Do Orinoco chegaram os ferozes Aruãs
Pondo em sacrifício as donzelas
Para os búfalos negros
Deuses da guerra ou do mal
Pensando que em retribuição
Teriam para sempre a sua proteção

Ô ô ô ô
Maravilhosa Marajó (bis)
A arte modelou-se em poesia
Que a Ponte traz num canto só


1981
Enredo: As Excelências e Seus Carnavais
Compositores: Valério e Jorge Bem

O Rio novamente está em festa
Comemorando o seu carnaval
E falando de suas excelências
A Ponte traz o seu enredo original
Em uma linda carruagem
Graciosamente desfilava
Irradiando alegria
O bonachão motivou nossa folia
E nas sutileza do pincel
Debret lindas telas pintou
E o retrato do Brasil
Em quadros recapitulou
Os mascarados, Zé Pereira e o entrudo
São personagem marcantes
No livro de Luiz Edmundo

Malta foi feliz
Quando retratou (bis)
Na exuberância da fotografia
Colombinas e pierrôs

E nas noites encantadas
No Municipal, a platéia delirava
Com o reino de Netuno
Mário Conde se consagrava
E como a flor africana
Que ao desabrochar foi sensacional
Rendemos glórias ao Pamplona
Que padronizou o carnaval

Obrigado excelências
Pelo belo matiz (bis)
Da Portela e Beija-Flor
E da Imperatriz


1982
Enredo: Casamento da Dona Baratinha
Compositores: Mazinho e Ambrósio

Baila no dançar do tempo
Samba minha imaginação
No canto maior da poesia
O enlace da Barata e Dom Ratão
No tempo em que os bichos falavam
Em terras de São Mateus
Em Meriti a baiana contou
A Baratinha nasceu
E num jardim do Éden foi morar

Pôs laços de fita e se tornou mais bela (bis)
E Dom Ratão se apaixonou por ela

Os cisnes trouxeram a beleza
O lírio branco a pureza
Deus cupido, o seu amor
As rosas brancas trouxeram perfume

A primavera esplendor
O vento mandou recado aos quatro cantos
A natureza os seus encantos
E veio a grande festa ornamentar
Chegou a bicharada na maior animação
Mais o cheiro do toucinho atraiu Dom Ratão
Que escorregou, caiu
Na panela do feijão

É o maior barato
Eu vou contar agora (bis)
Quem quiser que conte outra
Já é tarde, vou me embora


1983
Enredo: E eles verão a Deus
Compositores: Mazinho, Ambrósio e Renatinho

Hoje a natureza canta
A musa se encanta
E vem pra festejar
E vem sorrir que a vida é bela
Nas cores do seu despertar

E um alguém que sorriu pra ela
Bordou a paz e foi feliz (bis)
E viu o mundo assim
Uma aquarela

Oh, divina inspiração
Que iluminou a imaginação
Dos que eternizaram
Momentos de grande valor
A imagem do amor
A verdade da vida
Dança meu povo
Que a arte coloriu a sedução
Surgem da tela os personagens
Na força de uma nova dimensão
Murmura o mar
Responde o ar
Gargalha o dia
O criador e a obra
Viajam ao irreal da fantasia

E eles verão a Deus
Nos sonhos que fizeram o seu sonhar (bis)
E eles verão a Deus
Razão de todo o seu imaginar


1984
Enredo: Oferendas
Compositores: Jorginho

Axé
O samba pisa forte no terreiro (bis)
É mistério é magia
É mandingueiro

Malungo se liberta no zambê
Esquece o banto
É hora de oferecer
Pra Exu e Pomba Gira
Tem marafo e dendê
Muitas flores e pipocas
Para Obaluaê
Pra Oxumarê
Creme de arroz e milho
Pra Iansã, o acarajé
Pai Oxalá
Nosso canto de fé

Tem amalá pra Xangô
Lá na pedreira (bis)
Tem caruru pros Erês
Tem brincadeira

E pra Oxossi
Milho cozido no mel
Mãe Ogum Omolodum
Pra Nanã, sarapatel
Mel de abelhas pra Ogum
Rosas brancas, Iemanjá
Oferendas traz a Ponte
Em louvor aos Orixás


1985
Enredo: Dez, nota dez
Compositores: Grilo

Que sedução
Parece um toque de magia
Esta passarela, sonho de quimera
Emoldurando a folia
Feito imortal
Essência de um gênio criador

Monumento gigante menino (bis)
Receba esse hino que a Ponte mandou

Eh baiana
Do teu dez eu não duvido
Na avenida engalanada
Com sua saia rodada
Sempre vou contar contigo
Vamos gente é hora
De mostrar a ginga brasileira
Que através do tempo germinou
E ao mundo inteiro encantou
E pra justificar um carnaval nota dez
Samba é amor e poesia nos pés
(vou-me embora...)

Vou-me embora
Até o ano que vem (bis)
No seu despertar exuberante estarei
Além da imaginação, muito além
(Oh, sedução...)


1986
Enredo: Tá na hora do samba, que fala mais alto, que fala primeiro
Compositores: Grilo, Freitas, Dilsinho e Denise

Hoje sou luz ao luar
Verso que a Ponte seduzia
Vento de marola vim contar
Meu canto brinquei de Bahia
Um bolero envolvente
Gardel num tango a cantar
Sou eu, sou eu, Ribalta
Que no tempo ficou
Sou eu de volta à boemia
Minha Mangueira, amor

Eu vou à Lapa
Pego o bonde de cem réis (bis)
O capoeira dá um laço com os pés

Meu Rio antigo
Dos lampiões a gás
Não chore que isso dá samba
Moleque bamba
Confete, serpentina, carnavais
Amigo Chico Viola
Ah, que saudade
De ouvir o seu cantar
Hoje, aqui embaixo
Enlataram nossa gente
E não há samba que agüente
Este moderno
No lugar de cavaco e ganzá

Ô ô ô, ô ô ô
A Ponte canta (bis)
Helivelto que hoje sou


1987
Enredo: G.R.E.S. Saudade
Compositores: Silvio da Ponte e Zoinho da Ponte

O canto que encanta, espanta
Os males que a vida nos traz
Saudade lembrança é herança
Dos antigos carnavais
Saudade que bate constante
Tão forte dentro do meu coração
O céu está engalanado
O chão todo enfeitado
De recordação

Quero o tempo parado
E poder reviver (bis)
Meu antepassado
Meu carnaval é você

Que beleza
A natureza traz de volta
O meu cantar
O arco-íris se transforma
Em passarela
E a Ponte é a tela
Da glória em seu despertar

No gingado da baiana
Dança o sol e dança a lua (bis)
Também dança a velha-guarda
E a vida continua


1988
Enredo: O Bem-Amado Paulo Gracindo
Compositores: Mazinho, Branco e Ambrósio

Eu sou rei
Sedento de emoção
Na trajetória de um astro
Eu sou personagem
Herói ou vilão
Na novela, amor (amor, amor)
Chega a emocionar
Na comédia
No palco da alegria
Faz meu povo gargalhar
Os Anos Dourados voltaram
A Nacional está no ar, no ar, no ar
Sucupira está em festa
Odorico Bem Amado
Vai "Genipapear"
Segue a arte
Em busca da perfeição (perfeição)
Paulo Gracindo é presente
Hoje estréia em grande gala
No teatro da ilusão

Eu queria, eu queria
Meu cantar, meu cantar
Esperança brasileira (bis)
Que a brisa ligeira
Espalha no ar


1989
Enredo: Vida que te quero viva
Compositores: Jorginho do Axé, Renato Camunguelo e Gerson PM

Campo em flores
E as matas verdejantes, ô
Que a natureza nos deixou (nos deixou)
Vida que te quero viva
Cheia de esplendor
Os caçadores de riquezas
Sem medir sua frieza
Roubam o que a terra tem de bom
Na cidade grande
Não tem ar puro, só há poluição

S.O.S. à Mãe Natureza
Parem serras e queimadas (bis)
Deixa a beleza

Que saudade de Sete Quedas
Da passarada, o rio mar (ô, rio mar)
Do nosso boto cor-de-rosa
A tartaruga onde está

Mico Leão, não pare de pular (bis)
Mico Leão, querem te pegar

Neste céu tão estrelado
O míssil da folia vai passar (vai passar)
Com o seu manto azul e branco
Na esperança que um dia vai mudar

Faz casaco de jaguar
Sapato de jacaré (bis)
Com a caça proibida
O caçador faz o que quer


1990
Enredo: Robauto... uma ova
Compositores: Jorge Bem, Charles 99 e Coral

Ao som da lira o poeta se inspira
Para apresentar
Em forma de poesia
A feira popular
Quem vai querer, quem vai querer
Pode chegar, pode chegar
Você aqui vai encontrar
Tudo que imaginar
Rádio que não funciona
Geladeira que não gela
Gravadores que não gravam
Frigideiras e panelas
Tudo isso e muito mais
Na barraca do Thomaz

Tem gato na tuba
Não deixa o gato fugir (bis)
Hoje é dia de folia na Sapucaí

Verduras e legumes a granel
Você pode comprar
Na barraca do seu Manel, do seu Manel
Chicória, couve-flor e alface
Tomate e pimentão
Abaixo da inflação
E caminhando um pouco mais
Você também vai encontrar, encontrar
Nas barracas, muambas e muambeiros
Com bagulhos a negociar

Pode checar, que é legal
Robauto, uma ova
Este é o tema principal (bis)
E a Ponte traz a feira
Para este carnaval


1991
Enredo: Quando o Rio ria
Compositores: Tani, Zoinho, Og e Tuninho da Estiva

Chegou a hora
Vem a Ponte recordar
Em forma de poesia
Na força do seu cantar
Ai, que saudade
Quando ria o meu Rio de Janeiro
O carioca curtindo
A sacanagem o ano inteiro

Ô, ô, ô, ô
Meu canto ecoou pela cidade (bis)
Ô, ô, ô, ô
E hoje só restou saudade

Vou lembrar
Do piquenique na Ilha de Paquetá
Da princesinha do mar
Beleza igual a esta não há
Quem não se lembra
Dos grandes bailes do Municipal
Mané Garrincha
Alegrando o pessoal
Mas, não poderíamos deixar de reviver
Os personagens importantes
Do rádio, da revista e da TV

Cadê o encanto
Dos cartões postais (bis)
E as lindas marchas
Que animavam os carnavais


1992
Enredo: Da Cor do Pecado
Compositores: Grillo, Og do Cavaco, Osvaldo do Parque, Serginho do Porto e Naldo

Hoje a Ponte está em festa, ô
Sacudindo corações
Poesia me incendeia
O meu coração vadeia
Derramando emoções (emoções)
E assim eu vou
Feliz da vida
Bem mais bonita
Que se possa imaginar
Meu azul eterno vai brilhar
Sai, sai, pra lá
Seca pimenteira
Seu mal olhado
Não vai me pegar
Sai, sai, pra lá
Seca pimenteira
Há esperança
Nesse meu cantar (lalaiá)
Eu não parto nem reparto
O ouro e a prata
Não dou a ninguém
Quero me embalar na rede
Matar minha sede
Nos braços de alguém
Oh, tentação
Pedaço desse mal caminho
Para mim eu quero rosa
Pra você espinho

Bay, bay, Brasil
A "mizélia" acabou (ô, ô) (bis)
E o "Martilio" se multiplicou


1993
Enredo: A face do disfarce
Compositores: Adilson Xavier

Eu hoje vou soltar a fantasia
Feiticeiro, palhaço e rei
E vou me revelar na alegria
Pra viver do jeito que sonhei
Hoje vou sambar de cara limpa
Como eu gosto e sempre quis
E vou desmascarar toda a tristeza
Só pelo prazer de ser feliz

Sai tristeza
Que eu vou passar (bis)
Viajar no tempo
Vou me encontrar

Desfilando pela história
Magia, realidade, ilusão
Tantas faces do disfarce
Disfarçando a emoção
Na guerra ou na dança tribal
Nos mistérios do Oriente
No passado e no presente
Diferente e tão igual
São as máscaras da vida
Tudo acaba em carnaval

Deixa a máscara cair
Que eu quero ver você sorrindo (bis)
Bota fé no seu olhar
Que o amanhã será bem-vindo


1994
Enredo: Marrom da cor do samba
Compositores: Nilson Chamêgo, Charles Santana e Chiquinho do Banjo

Explode a Ponte
Jorra da fonte um turbilhão de poesias
Vem minha estrela iluminar
Abrilhantando nosso show

De fantasias com a magia da canção (bis)

Mulher dengosa, amor
Marrom guerreira
O dom da voz lhe ajudou a encantar
Meu Rio moleque dançou
Ao som do trompete
Se encantou com a sedução
Da flor sublime e raiz do Maranhão
No sufoco da disputa
A menina foi à luta
E entregou-se às emoções
E com a luz do seu afã
Fez a Mangueira do Amanhã
Uma esperança a novos corações
Canta Marrom
Reflete ao mundo inteiro quem tu és (quem tu és)
Porque hoje a minha Ponte
Colorida e deslumbrante
Coloca esta avenida aos teus pés

E brilha meu São Luís
Bumba-meu-boi vai dançar (bis)
No seu balanço, minha escola vai passar


1995
Enredo: Paraná – Esse estado leva a sério o meu Brasil
Compositores: Wanderley Novidade, Walter Pardal e Walney Rocha

Fonte da minha inspiração
A suave brisa me embala
A natureza, a riqueza dos teus grãos (Paraná)
É jóia rara
Voa gralha azul, semeia o pinhão
Os imigrantes fecundaram esse chão
Rainha das flores, musa dos amores

Curitiba, eu te quero muito mais (bis)

Tem fandango no samba
Barreado e chimarrão (bis)
Tem porco no rolete, "é do cacete"
É muito bom

Eu vou sambar, a muamba vai passar
Mas esse estado leva a sério o meu Brasil (Brasil, Brasil)
Lindas casas de madeira
De um povo hospitaleiro e tão gentil
Cataratas do Iguaçu
Beleza que fascina os corações
Rua das Flores, o teatro transparente
Delírio de grandes emoções

Gira carrapeta
Muita água vai rolar (bis)
A Boca Maldita falou
Força vem do Paraná


1996
Enredo: As Sombras da Folia em alto astral
Compositores: Serginho do Porto e André Fullgaz

Lá vou eu
E meu São João de Meriti
Vou com a Ponte me embalando na folia
Fazendo sombra na Sapucaí
Minha história é milenar, vem ver, porque
Vem dos deuses
Eu faço a moda girar, girar
Na mão de muitos fregueses
De reis e rainhas
Da nobreza imperial
Sou japonês, chinês, sou indiano
De uso universal
E no Brasil eu sou pernambucano
É em Recife o meu carnaval

Eu danço frevo e o maracatu (bis)
Se tá chovendo, eu saio do baú

Sou luar de lua cheia
Pás douradas, vassourinhas
A graça que rodeia
O charme da menininha
Enfeitei a pequena notável
Dancei na chuva, um sonho de amor
De mau humor, eu não sou nada amável
Pergunta pro vovô
Se o tempo vira, eu viro um trocado
No bolso do camelô

É sol, areia
É verão vou sombrear (bis)
Eu quero estar contigo
Ser o teu amigo quando precisar


1997
Enredo: Da Lata do Lixo ao Luxo da Lata
Compositores: Sidney de Pilares, Almir de Araújo, Mazaro, Guga e Souza

Hoje com surdo feito de lata
No gingado da mulata
A Ponte vem desfilar (desfilar)
Para mostrar que a lata
Vale como ouro e prata
É saber valorizar
No lixo passa por bobagem
Na reciclagem pode te ajudar

Olha presta atenção, se liga (bis)
É São João de Meriti na briga

Vou chutando lata
Como diz a canção
No veneno da lata
Demorou sangue bom
Tá na arte, virou moda
É raça de cachorro vagabundo
De lata d'água na cabeça
Vem baiana, abre a roda
Encanta este mundo
E batendo na lata
Deu funk, deu batucada
Nesse swing vou até de madrugada

Joga lata pra lá, pra lá, pra cá
Que a Latasa vai buscar, vai buscar (bis)
E nesta onda
Eu também vou vou reciclar


1998
Enredo: Quem pode pode no Pagode se sacode
Compositores: Eduardo do Villar, Eliseu da Matriz, Barriga e Dodô

Eu vou cantar felicidade
Vem nessa onda meu amor pagodear
A noite é uma criança
Berço da cultura popular
Na casa da Tia Ciata
Onde tudo começou
O samba de partido alto
Se propagava sem preconceito de cor
Sinhô e Pixinguinha
Fez poesias que o tempo eternizou

Eu vou brincar, a magia está no ar
Vou zoar a noite inteira (bis)
Até o dia clarear

Amor me leva
Já podemos sorrir
Nada mais nos impede
Na ginga da pura malícia
Exalta o samba que é coisa de pele
Rio de Janeiro
Cavaco, tantã e pandeiro
Fez o cacique cantar
No coração, a emoção
No olhar, a sedução
Vem que hoje o bicho vai pegar

Sou a Ponte e meu molejo
É uma loucura
Se o teu cheiro de amor
Perfuma a lua (bis)
Vou cantando a alegria
Sem querer contrariar
Negritude traz a raça
Hoje a arte é popular


1999
Enredo: O samba é a minha voz
Compositores: ???

Brilha a arte dos poetas
Abençoada pelo Criador
E a minha Ponte engalanada
Vem pra folia mostrar seu valor
Relembrando encontrei
Jóias tradicionais
Minha voz é o samba
Em grandes carnavais
São seis datas marcantes (amor, eu vou)
Nas quatro na estações
E o grande estadista
Viu no Nordeste
Seca não é ilusão

Embalando alegria
Samba-enredo é emoção (bis)
Show, luz e fantasia
"Sonhar com rei dá leão"

Ao bailar das baianas me encontrei
E no mundo encantado, "Paulicéia" delirei
"Bumbum Paticumbum", "Ziriguidum"
"Liberdade, liberdade"
"Kizomba" foi o sonho que sonhei
Hoje a natureza encanta (meu amor)
Meu povo canta e dança
Nesta festa popular

"Gosto que me enrosco"
Pra avenida levo amor (bis)
"Explode coração"
"Anarquista eu sou"


2000
Enredo: As damas do samba - D. Zica e D. Neuma
Compositores: ???

Brilhou na passarela uma luz
Que nos conduz, faz sonhar
Dona Zica, dona Neuma, sol e lua
Iluminam nosso samba
Poetizam meu cantar
Figuras imortais
Desse meu Rio, que é feliz
Estrelas que brilham e encantam
O meu país

Orgulho de uma cidade, que diz
Vocês são simplicidade, raiz (bis)
O amor e a fantasia real
As deusas do meu carnaval

Vêm brindar os morros e favelas
Pintar as cores da aquarela
Engrandecendo nosso chão
Hoje, Mangueira e Ponte vem agradecer
E num só canto jamais esquecer
Que representam meu rincão
O poder da criação

Azul e branco
Vem mostrar o meu pavilhão (bis)
Hoje as damas do samba
São donas do meu coração


2001
Enredo: Em azul e branco meu coração se deixou levar
Compositores: Mazinho, Luizinho, Veludinho e Ambrósio

Eu sou a Ponte
De lutas em tantas jornadas
No mundo da ilusão
Fiz a minha história
Resgatei meu passado de glórias
Em azul e branco
Me deixei levar
Saí pelos antigos carnavais

Viajei no tempo
Eternizei momentos (bis)
Atravessei diversos temporais

(E assim...)
Assim na sutileza do pincel
Sonhei um mundo em forma de aquarela
A noite mostrou seus encantos
A baratinha se tornou mais bela
Louvei a natureza e o amor
Lembrei artistas imortais
Mostrei do Brasil as belezas
Costumes e riquezas
E seus lindos rituais
(Eu vou sambar...)

Hoje eu quero é sambar e cantar
O meu laiá, laiá, bem feliz (bis)
Ver meu Rio de paz e amor
Cantando meu samba-raiz


2002
Enredo: De minas para o Brasil – Tancredo Neves, o mártir da Nova República
Compositores: Gugu das Candongas e Pardal

Vai brilhar
Uma luz sobre a Ponte
Surge um belo horizonte
O sol da liberdade vai raiar
Anunciando um novo dia
O filho da democracia
Quantas saudades nos traz
O mártir de Minas Gerais

Oh, Minas Gerais
Oh, Minas Gerais (bis)
Tancredo de novo, nos braços do povo
Não te esquecerei jamais

De braços dados vai lutar
E caminhando vai traçando a própria história
O pacato mineiro toma a decisão
Ser a voz das diretas
Com as indiretas nas mãos
O estadista de São João Del Rey
Tem barroco e riquezas
Pelas Minas que passei
O presidente escolhido
Que nunca foi, poderia ter sido

Liberdade, ainda que tardia
Leva o nosso herói (bis)
Para transformá-lo em estrela-guia


2003
Enredo: De Grahan Bell a Sérgio Motta - Um salto para a modernidade
Compositores: Gugu das Candongas, Ito Melodia, Jefferson, Maurício Miranda

É tempo de uma nova era
Lá vem Graham Bell com telefone na folia
Conquistando corações nas multidões no dia-a-dia
Se liga no meu carnaval
Eu sou a Ponte de emoção e de alegria
Liga ioiô pra iaiá
O show já vai começar
No mundo da telefonia

To be or not to be, eu vou
Vou me instalar no coração do Imperador (bis)
Gira baiana girou
O telefone me encanta sim senhor

Eu vou ligar
Do grande mágico na rua do Ouvidor
Por favor, ligue depois
Quem fala é a Rosa, que era nossa 102
É a era da integração
Surge a voz da comunicação
Um salto pra modernizar
Vem do sem fio pra chegar no celular
Tem poesia, quanto emoção
Vou na onda do Serjão

Alô, alô você, que só me faz feliz
Eu vou falar pros quatro cantos deste meu país (bis)
Da terra ao espaço sideral
Eu sou a Ponte, estou ligada nesse carnaval


2004
Enredo: Hei de torcer, torcer, torcer... América, 100 anos de paixão
Compositores: Willian Ferreira e Jovaci

Desperta ô, é hora
"Sangue, a cor do nosso coração"
Hei de torcer, torcer, torcer
América, cem anos de paixão
A vibração que vem da arquibancada
Terminou outra jornada
Nosso time é campeão
Do centenário, da Independência
E da Guanabara o primeiro vencedor
Talento, garra, fibra e competência
Dos craques que a Copa nos vingou

Na arte do jogo
Em campo o show (bis)
Tem bola na rede
Tem grito de gol

Lamartine fez a obra-prima
O hino que orgulha quando ecoa
Tremulando o pavilhão
Ilustres torcedores dominados de emoção
A sede da Tijuca foi um marco social
Glórias e conquistas no esporte amador
Rei Momo domina a cidade
E o "Baile do Diabo" começou

Hoje a Ponte é Baixada
Pelo América torcer (bis)
Vem Brasinha, apaga a vela
Esta festa é pra você


2005
Enredo: E eles verão a Deus
Compositores: Mazinho, Ambrósio e Renatinho

Hoje a natureza canta
A musa se encanta
E vem pra festejar
E vem sorrir que a vida é bela
Nas cores do seu despertar

E um alguém que sorriu pra ela
Bordou a paz e foi feliz (bis)
E viu o mundo assim
Uma aquarela

Oh, divina inspiração
Que iluminou a imaginação
Dos que eternizaram
Momentos de grande valor
A imagem do amor
A verdade da vida
Dança meu povo
Que a arte coloriu a sedução
Surgem da tela os personagens
Na força de uma nova dimensão
Murmura o mar
Responde o ar
Gargalha o dia
O criador e a obra
Viajam ao irreal da fantasia

E eles verão a Deus
Nos sonhos que fizeram o seu sonhar (bis)
E eles verão a Deus
Razão de todo o seu imaginar


2006
Enredo: Da Cor do Pecado
Compositores: Grillo, Og do Cavaco, Osvaldo do Parque, Serginho do Porto e Naldo

Hoje a Ponte está em festa, ô
Sacudindo corações (sacudindo corações)
Poesia me incendeia
O meu coração vadeia
Derramando emoções (emoções)
E assim eu vou
Feliz da vida
Bem mais bonita
Que se possa imaginar
Meu azul eterno vai brilhar
Sai, sai, pra lá
Seca pimenteira
Seu mal olhado
Não vai me pegar
Sai, sai, pra lá
Seca pimenteira
Há esperança
Nesse meu cantar
Eu não parto nem reparto
O ouro e a prata
Não dou a ninguém
Quero me embalar na rede
Matar minha sede
Nos braços de alguém
Oh! Tentação
Pedaço desse mal caminho
Para mim eu quero a rosa
Pra você espinho

Bay, bay, Brasil
A "Mizélia" acabou ô, ô (bis)
E o "Martilio" se multiplicou


2007
Enredo: No Arraial da Folia, o meu Balão é só Alegria... Viva São João
Compositores: Jefferson Martin, Marquinhus do Banjo, Cadinho, Walkir, Gustavo Barros, Aloísio Villar, Thiago Lepletier e Barbieri

Corre um rio de histórias
Gravado em memórias sob essa "Ponte"
A saga dessa terra abençoada
O verde vai cobrindo o horizonte
Cenário de tanta beleza, a natureza
Trilhas pelos rios são formadas
Guiando índios pelas matas
A fé é o caminho pra colonizar
Assim uma igreja nascerá

O progresso chegou ao povoado
Caminho do ouro foi traçado (bis)
Se no destino eu quero chegar
Por Meriti eu tenho que passar

A capital percebeu, nossa terra cresceu
A Matriz abençoa
Nos trilhos eu vejo o trem
Modernidade que vem, o apito ecoa
A luta por ser livre é o princípio
Que nos leva à município
Independência pro nosso caminho buscar
Hoje é o dia, vamos celebrar
O santo que dá nome ao lugar
Lugar de gente bamba que é feliz
Da nossa escola que exalta sua raiz

No arraial da folia vou cantar
A festa é nossa, vamos festejar (bis)
Canta São João
Eu sou a Ponte, sou Baixada, sou paixão


2008
Enredo: Narcisista eu sou! Quem não é?
Compositores: Waltinho, Estevan, Jair PQD, Ivan Professor e Peniche

Vou no bailar do vento, girar no tempo... Oi!
Reviver a minha trajetória
Num toque de magia, visto fantasia
E conto pra vocês a minha história
Eu sou a Ponte, orgulho e paixão de São João de Meriti
Contei fatos, conquistas e glórias
Da nossa história em meus carnavais
Lendas, mitos, personagens, gênios imortais
O negro na senzala
Escravidão rufava o seu tambor em ritual
Na Casa Rosa bailava a fidalguia no último baile imperial

Fui na Robauto e achei o que era meu
Meu jeito alegre de mostrar meu carnaval (bis)
Brinquei com as sombrinhas, bonecos de lata
Dona Baratinha... Que conto legal

Defendi a natureza, dei oferendas aos orixás
Exaltei poetas e pintores, sambistas e compositores
Em suas obras geniais
Pagodeei, cantei o meu Brasil e suas cidades
Fiz dos "sonhos da vovó" os sonhos meus
Tanta arte e poesia em "eles verão a Deus"
E hoje renasce a esperança dessa gente
E novo tempo reluz o meu brilho novamente

Sou narcisista eu sou! Quem não é?
Meu azul-e-branco é verdadeiro (bis)
Sou Meriti, sou povão, sou da Baixada
Um patrimônio do meu Rio de Janeiro
 
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